COMUNHÃO NÃO É PARA FAZER, É PARA CONHECER

 COMUNHÃO NÃO É PARA FAZER, É PARA CONHECER

Ao longo dos anos o significado de comunhão foi perdendo sentido, se tornou artificial, e na medida que isto foi acontecendo o propósito eterno estabelecido por Deus para essa ferramenta foi perdendo valor e objetivo, por isso o texto que você já começou a ler talvez para você soará como uma coisa estranha, mais o resgate desse princípio precisa acontecer para que de fato se cumpra o que Jesus prometeu (Mt.18:20.) Então te convido a deixar Deus ministrar o teu coração!


A comunhão nunca foi estabelecida por Deus como um palco de atividades, mas como um ambiente de revelação. Não se trata, em primeiro lugar, do que se faz, mas de Quem se conhece. O céu não mede comunhão por desempenho, mas por profundidade de relacionamento. Há muitos fazendo em nome de Deus, mas poucos conhecendo o coração de Deus.

A Escritura revela que a vida eterna não está associada a obras, mas ao conhecimento. “Esta é a vida eterna: que Te conheçam...” (João 17:3). Isso muda tudo. 


Porque conhecer, na linguagem espiritual, não é informação, é intimidade, é revelação, é transformação. É possível estar cercado de atividades espirituais e ainda assim permanecer distante da Pessoa de Cristo.

Vivemos dias em que a comunhão foi reduzida a movimentos externos servir, ajudar, participar, contribuir… Tudo isso tem valor, mas se Cristo não for desvendado no processo, tudo se torna apenas religiosidade sofisticada. Fazer para o outro sem revelar Cristo ao outro e sem que Cristo seja revelado em você é construir uma comunhão baseada no homem, e não no Espírito. (2Co2:16-17.)


A verdadeira comunhão não gira em torno de necessidades humanas, mas da manifestação de Cristo. Quando dois ou três se reúnem, o propósito não é apenas suprir carências emocionais ou sociais, mas tornar Cristo conhecido, visível, tangível. Se, ao final de tudo, as pessoas saem admirando gestos, mas não foram confrontadas, transformadas e atraídas por Cristo, algo está errado na base desta comunhão. Há uma advertência silenciosa nisso,nem toda comunhão que parece amor é, de fato, espiritual. Existe um tipo de vínculo que alimenta o ego, reforça dependências e mantém as pessoas presas a homens  mas não as conduz à revelação de Cristo. Essa comunhão é falsa, porque substitui o centro. Cristo deixa de ser o foco e se torna apenas um pano de fundo. A comunhão verdadeira expõe Cristo. Ela revela Sua natureza, Sua verdade, Sua santidade e também Sua graça. Ela confronta, mas também cura. Ela exorta, mas também consola. Porque quando Cristo é conhecido, tudo encontra o seu lugar: o serviço deixa de ser esforço vazio e passa a ser expressão de vida; o amor deixa de ser interesse e passa a ser entrega genuína. (1 Jo.1:7.)


Não se engane, fazer muito não significa conhecer profundamente. O Reino não é movido por ativismo, mas por revelação. Deus não está à procura de mãos ocupadas, mas de corações que O conheçam de verdade.

Portanto, examine sua comunhão. Cristo está sendo revelado nela? As pessoas estão conhecendo mais a Jesus, ou apenas se envolvendo mais com atividades? Você está conhecendo mais a Cristo, ou apenas fazendo mais coisas “para Ele”? Porque no fim, o que permanece não é o que foi feito, mas Quem foi conhecido. E onde Cristo é verdadeiramente conhecido, a comunhão deixa de ser um esforço… e se torna vida. (Muito.7:22-23.)


Fabio Macedo 

#DESCONSTRUINDO A RELIGIOSIDADE E ESTABELECENDO O REINO DE DEUS.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

O TEMPLO NÃO É UM LUGAR DE ENTRETENIMENTO, É UM LUGAR DE CULTO

A ÚLTIMA OPORTUNIDADE ANTES DA ETERNIDADE

MASTURBAÇÃO EVANGÉLICA: QUANDO O CULTO VIRA APENAS UMA EXPERIÊNCIA PARA SATISFAZER O EU