DESTRONADO OS ÍDOLOS DO CORAÇÃO

 DESTRONADO OS ÍDOLOS DO CORAÇÃO 

Ezequiel 14:3

“Estes homens levantaram seus ídolos no coração e puseram diante de si o tropeço da sua iniquidade…”

“Deus não é derrotado pelo diabo.

Deus não perde guerras espirituais.

Deus cede espaço quando o homem retém o coração.”

O trono de Deus nunca foi ameaçado pelo inferno, mas frequentemente é ocupado pela resistência humana. O maior adversário do governo de Deus não é Satanás, é aquilo que você se recusa a destronar dentro de si.  O céu não é impedido por falta de poder, ele é bloqueado por corações divididos.

Oséias 10:2  "O seu coração está dividido; por isso, serão culpados; cortará os seus altares e destruirá as estátuas".

Embora a palavra profética de Oséias 10 seja uma advertência a ídolos levantados por conta da prosperidade e alianças políticas, a advertência é que o coração estava dividido, e está divisão era porque o povo queria conciliar a sua idolatria e permanecer conectados com Deus. E a palavra é dura porque Deus aponta para o fruto da idolatria que é produzir frutos para satisfação pessoal. Nos nossos dias não é diferente a igreja não busca produzir frutos para satisfação do Reino de Deus, mas para manter a sua estrutura e aprimorar os seus sistemas.

Voltando para Ezequiel quando o Senhor fala, Ele não aponta para imagens visíveis nem para idolatria escancarada. Ele rasga o véu da religiosidade e expõe o lugar mais sensível do homem, o centro do coração.

“Levantaram seus ídolos no coração.”

Não são ídolos diante dos homens, são ídolos diante de Deus. 

Isso revela algo assustador, é possível estar fisicamente no templo e espiritualmente governado por outro senhor. 2Co 4:4. 

A idolatria mais perigosa não se ajoelha diante de estátuas, ela se assenta no trono interior e decide o rumo da vida.

Ídolo não precisa de templo.

Precisa de prioridade.

Não precisa de incenso.

Precisa de afeto, controle e lealdade.

Ídolo é o que você não entrega nem quando Deus pede.

É o que você protege com argumentos espirituais. É o que você chama de “prudência”, “processo”, “tempo”, quando na verdade é desobediência adiada. Pode ser um relacionamento que Deus já confrontou. Pode ser um sonho que você colocou acima da sua vocação.

Pode ser uma dor que virou identidade.

Pode ser uma posição que sustenta seu ego. Pode ser o controle, o medo, a reputação, o dinheiro, o ministério ou até uma unção passada.

Ídolo é aquilo que você consulta antes de ouvir a voz de Deus.  É o filtro que você usa para decidir se obedece ou não.

É o peso oculto na balança da sua consciência. É o argumento que se levanta quando Deus diz: “Larga”. É a agenda que você não quer cancelar, o cronograma que você já determinou, é aquilo que você faz dizendo ser para Deus, pastorear, pregar, discipular, etc… mas no fundo é apenas para uma realização pessoal, porque àquilo que você está fazendo lhe dá orgulho, prazer, reconhecimento e respeito diante da igreja que não é sua é do Senhor.

“O engano supremo é achar que atividades espirituais substituem entronização. Dá para orar e não obedecer. Dá para pregar e não se render. Dá para servir e ainda assim manter outro governo no centro”. 

Deus não se move por performance, Ele responde a corações rendidos.

Aqui está o juízo silencioso, quando Deus não reina, Ele permite que o ídolo governe, e o ídolo sempre cobra caro. O que você protege hoje será o que amanhã te condenará. Todo ídolo promete segurança, mas entrega peso, desgaste e esterilidade espiritual.

Teologicamente, Deus não divide trono.

Ele não coabita com rivais.

Ele não negocia senhorio.

Enquanto houver concorrência no coração, o céu se cala, a voz se torna distante, e aí abre-se espaço para os espíritos de engano falar, os resultados externos podem ser bons como em Oséias 10, mais logo, logo o juízo chegará, porque resultados bons na terra, pode ser fracasso nos céus. E isso não é porque Deus se afastou, mas porque o homem rejeitou o governo Dele em seu coração 

E agora o consolo,  duro, mas libertador.

Deus só expõe ídolos onde ainda existe aliança. O confronto é prova de amor.

O corte é sinal de cura.

Se Deus está apontando, é porque Ele ainda quer Reinar. Se Ele está incomodando, é porque ainda não desistiu. O arrependimento derruba ídolos, mas a graça reconstrói o trono.

O problema não é dizer que ama a Deus.

O problema é amar algo mais.

Mas a boa notícia do Reino é esta, quando o ídolo cai, o coração não fica vazio, o Rei entra. E onde Deus governa, não há divisão, não há opressão, não há confusão. Há ordem, há paz e justiça.

Hoje, o Espírito ainda pergunta; Quem está sentado no trono do seu coração?

Fabio Macedo 

#DESCONSTRUINDO A RELIGIOSIDADE E ESTABELECENDO O REINO DE DEUS.




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