QUANDO O SANTO E O PROFANO SE MISTURAM
QUANDO O SANTO E O PROFANO SE MISTURAM
"Não fareis assim para com o Senhor vosso Deus." (Deuteronômio 12:4)
A Igreja precisa despertar para uma realidade perigosa dos nossos dias, a banalização das coisas sagradas. Vivemos uma geração que perdeu o temor e já não consegue discernir a diferença entre o santo e o profano, entre aquilo que foi separado para Deus e aquilo que pertence ao entretenimento humano.
Quando um ambiente é consagrado para a adoração, para a oração, para a pregação da Palavra e para a manifestação da presença de Deus, ele deixa de ser um espaço comum. Embora saibamos que Deus não habita em templos feitos por mãos humanas (Atos 7:48), também sabemos que lugares separados para o culto carregam um significado espiritual de dedicação ao Senhor.
O profeta Ezequiel declarou que os sacerdotes deveriam ensinar ao povo "a diferença entre o santo e o profano" (Ezequiel 44:23). Porém, em nossos dias, essa linha está sendo apagada. O que antes era considerado impróprio agora é celebrado. O que antes gerava constrangimento espiritual agora é tratado como algo normal.
Não estamos falando apenas de uma partida de futebol, mas de um princípio espiritual. A questão é: o altar continua sendo altar ou se transformou em palco para qualquer tipo de atividade? O lugar destinado à adoração está sendo preservado para Deus ou está sendo compartilhado com os interesses da cultura e do entretenimento?
Em Levítico 10:10, Deus ordenou que seus sacerdotes discernissem "entre o santo e o profano, e entre o imundo e o limpo." Quando essa distinção desaparece, o temor desaparece junto.
A Igreja não pode permitir que a paixão pelos eventos deste mundo seja maior do que a paixão pela presença de Deus. Há pessoas que não conseguem permanecer uma hora em oração, mas permanecem horas diante de uma tela acompanhando um jogo. Não conseguem abrir a Bíblia diariamente, mas conhecem todas as estatísticas de seus times favoritos. Isso revela onde está o coração.
Jesus disse:
"Porque onde estiver o vosso tesouro, aí estará também o vosso coração." (Mateus 6:21)
O problema não é o futebol em si, mas a inversão de prioridades. O problema surge quando aquilo que é terreno começa a ocupar o espaço daquilo que é eterno. Quando o entretenimento recebe a honra que deveria pertencer exclusivamente a Deus.
Estamos vivendo dias em que o Senhor está chamando Seu povo de volta ao temor, à reverência e à santidade. O altar não foi feito para agradar homens, foi feito para glorificar Deus. O templo não foi separado para reproduzir a cultura do mundo, mas para manifestar a cultura do Reino.
Que a Igreja volte a ouvir a voz do Espírito que clama: "Saiam do meio deles e separem-se, diz o Senhor." (2 Coríntios 6:17)
Mais do que nunca, precisamos restaurar o temor de Deus, honrar aquilo que foi consagrado ao Senhor e lembrar que nem tudo o que é permitido convém ao povo que foi chamado para ser santo.
O que está faltando em nossos dias não é entretenimento, é temor. Não é diversão, é discernimento. Não é movimento, é santidade.
Fabio Macedo
#DESCONSTRUINDO A RELIGIOSIDADE E ESTABELECENDO O REINO DE DEUS.
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