O QUE DEUS ESPERA DE NÓS?


O QUE DEUS ESPERA DE NÓS?

Vivemos em uma geração obcecada pela autorrealização, mas indiferente à transformação. O mundo diz: "Siga o seu coração." Deus diz: "Dê-me o seu coração." O mundo exalta a autenticidade sem arrependimento; o Evangelho produz uma nova criatura. Deus nunca chamou o homem para ser apenas a melhor versão de si mesmo, mas para morrer para si e viver para Cristo (Gálatas 2:20).

O Salmo 15 não apresenta uma lista para conquistar o favor de Deus; ele revela o caráter daqueles que foram alcançados pela graça e agora refletem o caráter do Rei. A pergunta de Davi não é superficial: "Senhor, quem habitará no teu tabernáculo? Quem morará no teu santo monte?" Essa pergunta confronta toda uma geração que deseja os benefícios da presença de Deus, mas rejeita a santidade que essa presença produz.

Habitar na presença de Deus não é uma experiência de domingo; é um estilo de vida. A presença de Deus não é um ambiente para ser visitado, mas um lugar onde o velho homem morre e Cristo é formado em nós. Muitos querem sentir o poder de Deus, mas poucos desejam ser quebrantados por Sua santidade. Querem o consolo da cruz, mas fogem da renúncia que ela exige.

A igreja precisa voltar a tremer diante da santidade do Senhor. Perdemos o temor quando transformamos Deus em um instrumento para realizar nossos projetos, em vez de reconhecê-lo como o Senhor diante de quem toda vontade humana deve se curvar. Onde o temor desaparece, a adoração se torna entretenimento, a pregação se torna discurso motivacional e o Evangelho é reduzido a um produto para satisfazer desejos humanos.

Entretanto, o Salmo não termina em condenação, mas aponta para uma esperança maior. Nenhum de nós cumpriu perfeitamente essas exigências. Todos pecaram e carecem da glória de Deus (Romanos 3:23). Por isso, nossa confiança não está em nossa justiça, mas em Jesus Cristo, o único homem que viveu perfeitamente o Salmo 15. Ele entrou na presença do Pai por mérito próprio e, pela Sua graça, abriu um novo e vivo caminho para todos os que creem (Hebreus 10:19-22).

Mas essa graça jamais serve de desculpa para uma vida sem transformação. A mesma graça que perdoa também santifica. A mesma cruz que nos justifica também crucifica o nosso orgulho, nossa hipocrisia e nossos ídolos. Quem afirma pertencer a Cristo, mas permanece amando as trevas, precisa examinar se realmente nasceu de novo (1 João 2:3-6).

Portanto, a pergunta que ecoa reverbera não é apenas: "Você frequenta uma igreja?" Nem: "Você conhece versículos?" Nem mesmo: "Você exerce um ministério?" A pergunta do Espírito continua sendo: "Seu coração foi rendido ao Senhor? Sua vida reflete o caráter daquele que habita em você?"

Quem está firmado em Cristo não será abalado. Não porque seja forte, mas porque está unido Àquele que jamais pode ser abalado.

O Reino de Deus não é sustentado por talentos, plataformas ou popularidade, mas por homens e mulheres que vivem em temor, arrependimento, obediência e dependência da graça. No fim, Deus não procurará pessoas impressionantes aos olhos dos homens; Ele procura corações inteiramente entregues a Ele (2 Crônicas 16:9).

Fabio Macedo 

#DESCONSTRUINDO A RELIGIOSIDADE E ESTABELECENDO O REINO DE DEUS.


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