VOCÊ SE PARECE COM JESUS OU APENAS DIZ QUE O SEGUEM?
VOCÊ SE PARECE COM JESUS OU APENAS DIZ QUE O SEGUEM?
O maior fracasso da Igreja não é a falta de conhecimento, mas a falta de semelhança com Cristo. Vivemos uma geração que sabe cantar sobre Jesus, pregar sobre Jesus, discutir doutrinas sobre Jesus e defender o nome de Jesus nas redes sociais. Entretanto, existe uma pergunta que não pode ser ignorada, quando as pessoas olham para nossa vida, elas conseguem enxergar Jesus?
Ser cristão nunca significou apenas frequentar uma igreja, exercer um ministério ou conhecer a Bíblia de capa a capa. O próprio nome "cristão" surgiu porque os discípulos eram reconhecidos por se parecerem com Cristo (Atos 11:26). Eles não eram identificados apenas por suas palavras, mas por seu modo de viver.
Infelizmente, muitos estão preocupados em parecer espirituais diante das pessoas, mas não em parecer com Cristo diante de Deus.
Jesus vivia para agradar ao Pai, não às multidões.
Jesus nunca alterou sua mensagem para conquistar seguidores. Quando a verdade confrontava o pecado, Ele permanecia fiel ao Pai.
Hoje, porém, muitos moldam sua fé para receber aprovação das pessoas. O Evangelho é suavizado para não ofender, a cruz é escondida para não afastar os ouvintes, e o arrependimento é substituído por discursos motivacionais.
Quem deseja ser parecido com Jesus precisa decidir: agradará aos homens ou obedecerá a Deus?
"Porque busco eu agora o favor dos homens ou de Deus?" (Gálatas 1:10).
Jesus era santo quando ninguém estava olhando. A santidade de Cristo não dependia do ambiente. Seu caráter era o mesmo no templo, nas estradas, nas casas e nos momentos de oração.
Hoje existe uma espiritualidade que funciona apenas durante o culto. Há pessoas que adoram com os lábios no domingo, mas vivem de maneira completamente diferente durante a semana.
A verdadeira santidade não é uma aparência religiosa, é uma vida transformada pelo Espírito Santo.
"Sede santos, porque eu sou santo." (1 Pedro 1:16).
Jesus servia enquanto muitos desejam ser servidos.
O Rei dos reis lavou os pés de seus discípulos.
Ele mostrou que grandeza no Reino não é ocupar posição de destaque, mas colocar-se à disposição para servir.
Enquanto muitos disputam cargos, Jesus procurava oportunidades para amar.
Enquanto muitos buscavam reconhecimento, Jesus buscava cumprir a vontade do Pai.
O orgulho constrói tronos.
A humildade constrói altares.
Jesus amava até quem o rejeitava.
Na cruz, enquanto era insultado, cuspido e crucificado, Jesus declarou:
"Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem." (Lucas 23:34).
Que contraste com nossos dias!
Muitos deixam de falar com um irmão por pequenas ofensas.
Guardam mágoas durante anos.
Transformam ressentimento em estilo de vida.
Quem segue Jesus aprende que perdoar não significa aprovar o erro, mas libertar o coração da prisão do ódio.
Jesus buscava primeiro a presença do Pai.
Antes dos milagres havia oração.
Antes das decisões havia comunhão.
Antes das multidões havia intimidade.
Hoje existe muita plataforma e pouco altar.
Muito microfone e pouca oração.
Muito palco e pouca cruz.
Nenhum ministério permanece saudável quando perde sua intimidade com Deus.
Jesus falava a verdade sem negociar a verdade.
Ele nunca adaptou o Evangelho para ser aceito.
Nunca diminuiu a exigência do Reino para agradar a cultura.
Seu compromisso era com a verdade.
Vivemos dias em que muitos preferem uma mensagem confortável a uma mensagem transformadora.
Mas a verdade continua sendo a única capaz de libertar.
"Conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará." (João 8:32).
Jesus carregou uma cruz. Nós queremos apenas uma coroa.
Seguir Cristo exige renúncia.
Exige morrer para o ego.
Exige abandonar o pecado.
Exige negar a si mesmo diariamente.
O discípulo não foi chamado para viver uma vida confortável, mas uma vida consagrada.
"Se alguém quer vir após mim, negue-se a si mesmo, tome cada dia a sua cruz e siga-me." (Lucas 9:23).
O verdadeiro cristão revela Cristo antes de abrir a boca.
O caráter fala antes das palavras.
As atitudes pregam antes dos sermões.
A maneira como tratamos nossa família, nossos irmãos, nossos vizinhos e até nossos inimigos revela quem realmente governa nosso coração.
Não basta dizer que seguimos Jesus.
É preciso viver de forma que as pessoas percebam Jesus em nós.
Conclusão
A pergunta que permanece é simples, mas profundamente transformadora:
Se Jesus observasse sua vida hoje, Ele reconheceria Seus próprios passos em você?
Seu amor se parece com o amor de Cristo?
Sua humildade lembra a humildade do Mestre?
Sua santidade reflete a santidade daquele que o chamou?
O mundo não precisa de mais religiosos.
O mundo precisa de discípulos.
Homens e mulheres que carregam não apenas o nome de Cristo, mas também Seu caráter.
Que possamos repetir as palavras do apóstolo Paulo:
"Já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim." (Gálatas 2:20).
Que nossa oração diária seja esta: "Senhor, não permita que eu apenas fale de Ti. Transforma-me até que minha vida se torne um reflexo do Teu caráter." Porque o maior milagre não é apenas testemunhar o sobrenatural; é permitir que o Espírito Santo forme Cristo em nós, dia após dia.
Fabio Macedo
ESCONSTRUINDO A RELIGIOSIDADE E ESTABELECENDO O REINO DE DEUS.
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