MASTURBAÇÃO EVANGÉLICA — A DENÚNCIA CONTRA UMA IGREJA QUE APRENDEU A SENTIR, MAS ESQUECEU DE SE SANTIFICAR
MASTURBAÇÃO EVANGÉLICA — A DENÚNCIA CONTRA UMA IGREJA QUE APRENDEU A SENTIR, MAS ESQUECEU DE SE SANTIFICAR
Gostaria muito que aquilo que estamos comunicando através de escritos alcançasse seu coração, que você caro leitor possa examinar, discernir e aplicar na sua vida como uma mensagem profética e pedagógica desconstruindo equívocos, e enganos da religião.
Agora precisamos ir além da metáfora, porque há uma denúncia que precisa ser colocada sobre a mesa: existe uma estrutura religiosa que descobriu como produzir prazer espiritual sem necessariamente produzir arrependimento.
E isso é anticristo, isso é anti-evangelho, o espírito do erro tem operado de forma intensa e violenta, para que através dos sentimentos você fique entorpecido e não consiga perceber que embora você esteja fazendo o certo que é buscar Deus, mais com o espírito errado.
Há cultos que sabem estimular emoções, mas não sabem confrontar pecados. Há púlpitos que sabem provocar lágrimas, mas não sabem chamar ao arrependimento. Há canções que fazem multidões levantar as mãos, mas poucas vozes perguntam: “O que você fará com aquilo que Deus acabou de lhe revelar?”
E quando a experiência se torna o objetivo, a transformação se torna dispensável.
É aí que o altar começa a ser prostituído.
Não porque Deus tenha mudado, mas porque homens aprenderam a utilizar coisas santas para alimentar necessidades humanas.
A denúncia é contra uma espiritualidade que transformou o culto em anestesia, a profecia em entretenimento, a unção em espetáculo e a presença de Deus em produto de consumo emocional.
A pessoa chega quebrada, recebe uma sensação de alívio e volta para casa sem tocar na raiz daquilo que a mantém quebrada.
Chora, mas não se arrepende.
Sente, mas não muda.
Recebe, mas não entrega.
Profetiza, mas não obedece.
Canta sobre santidade, mas negocia com o pecado. Isso não é avivamento. Isso é anestesia religiosa. E existe uma geração sendo treinada para procurar o próximo culto que a faça sentir alguma coisa, em vez de procurar a próxima oportunidade de morrer para si mesma.
O altar virou uma espécie de espelho: o homem não contempla mais a santidade de Deus; contempla a própria necessidade.
“Deus me abençoe.”
“Deus me dê.”
“Deus me use.”
“Deus me promova.”
“Deus me faça sentir.”
Mas quase ninguém pergunta:
“Deus, o que precisa morrer em mim?”
Essa pergunta é perigosa para uma religião centrada no ego.
Porque quando Deus realmente confronta, Ele mexe com aquilo que a carne protege. Ele toca no orgulho. Toca na vaidade. Toca na mentira. Toca na falta de perdão. Toca na imoralidade. Toca na avareza. Toca na soberba. Toca nos relacionamentos. Toca no caráter.
E existe uma grande diferença entre um culto que emociona e um culto que confronta.
Emoção pode fazer você levantar as mãos.
Confronto pode fazer você abaixar a cabeça.
Emoção pode fazer você chorar.
Arrependimento faz você mudar.
Por isso, a denúncia precisa alcançar também aqueles que estão atrás do púlpito.
Pregadores, músicos, profetas e líderes: parem de medir a presença de Deus pelo volume da reação da multidão.
Nem todo grito é avivamento.
Nem toda lágrima é arrependimento.
Nem todo arrepio é manifestação do Espírito. Nem toda multidão é aprovação divina. João Batista não foi levantado para massagear uma geração. Ele levantou a voz no deserto e disse: “Arrependei-vos!”
Jesus não morreu para que tivéssemos uma experiência religiosa mais intensa. Ele morreu e ressuscitou para formar um povo santo, separado e pertencente a Ele.
A cruz não é um acessório da nossa experiência cristã. A cruz é o lugar onde o nosso governo termina.
E aqui está a parte mais grave da denúncia: há igrejas que querem o poder do Espírito sem a disciplina do Espírito; querem dons sem caráter; querem autoridade sem submissão; querem manifestação sem santificação.
Querem Pentecostes, mas não querem o cenáculo.
Querem fogo, mas não querem altar.
Querem poder, mas não querem morrer.
Querem a coroa, mas rejeitam a cruz.
A Igreja precisa parar de usar a linguagem da intimidade com Deus para esconder a ausência de obediência a Deus.
Porque intimidade verdadeira produz reverência.
Quem realmente encontra Deus não sai apenas dizendo: “Foi forte!”
Sai dizendo: “Ai de mim!”
Isaías contemplou a glória e imediatamente percebeu sua própria condição. (Isaías 6:5)
Pedro percebeu quem estava diante dele e disse: “Senhor, ausenta-te de mim, porque sou um homem pecador.” (Lucas 5:8)
Esse é o problema de uma geração que transformou o encontro com Deus em entretenimento: ela quer sentir a glória sem ser confrontada pela santidade.
Mas quando a verdadeira presença se manifesta, máscaras caem.
A saia levantada precisa ser coberta.
As brechas precisam ser fechadas.
Os altares precisam ser purificados.
E aquilo que foi transformado em espetáculo precisa voltar a ser santo.
A Igreja não precisa de mais estímulos para sentir.
PRECISA DE ARREPENDIMENTO.
Não precisa de mais técnicas para produzir lágrimas.
PRECISA DE QUEBRANTAMENTO.
Não precisa de mais mecanismos para prender multidões.
PRECISA DE CRISTO.
Porque chegará o dia em que o culto terminará definitivamente. O microfone será desligado. A música cessará. As plataformas desaparecerão. Os aplausos acabarão. E cada um estará diante daquele que conhece o coração.
Naquele dia, não importará quanto você sentiu.
Importará se você pertenceu a Cristo.
Por isso, Igreja, levante-se enquanto há tempo.
Ajuste as vestes.
Feche as brechas.
Abandone o pecado.
Purifique o altar.
Pare de brincar com aquilo que Deus chamou de santo.
O Noivo não está procurando uma noiva viciada em sensações.
Ele está vindo buscar uma Noiva preparada. “Cristo amou a igreja e a si mesmo se entregou por ela, para a santificar.” — Efésios 5:25-26
A denúncia foi feita.
Agora vem a pergunta que ninguém poderá responder por você:
QUANDO O NOIVO VIER, ELE ENCONTRARÁ UMA IGREJA APAIXONADA POR ELE — OU UMA IGREJA VICIADA NO PRAZER DE SENTIR ALGUMA COISA QUANDO FALA DELE?
O altar não é lugar para satisfazer o ego.
O altar é lugar para entregar a vida.
E talvez a maior necessidade desta geração não seja sentir mais.
Talvez seja morrer mais.
MENOS EU.
MENOS ESPETÁCULO.
MENOS CONSUMO.
MENOS PRAZER RELIGIOSO.
MAIS CRUZ.
MAIS VERDADE.
MAIS ARREPENDIMENTO.
MAIS SANTIDADE.
MAIS CRISTO.
Fabio Macedo
#DESCONSTRUINDO A RELIGIOSIDADE E ESTABELECENDO O REINO DE DEUS.
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